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    terça-feira, 22 de outubro de 2019

    Derrame cerebral: Como identificar os primeiros 3 sintomas de um AVC

    A maioria das pessoas que sofre deste mal não identifica o que está a acontecer no momento em que o derrame ocorre e não procura assistência. De acordo com o serviço de saúde pública do Reino Unido (NHS), é imperativo chamar imediatamente os serviços de emergência caso seja notado algum dos seguintes sintomas.


    Paralisação no rosto:

    Uma parte do rosto pode parecer ‘pendurada’. O paciente pode não conseguir sorrir, ou a boca e o olho podem parecer flácidos.

    Fraqueza nos braços:

    Quem está a sofrer um AVC pode não ser capaz de levantar os dois braços e mantê-los suspensos. Pode, por exemplo, sentir-se fraco ao levantar um copo. Outro sinal de alerta é a dormência no braço.

    Dificuldade na fala:

    O paciente pode perceber que a sua fala está mais lenta, articular mal as palavras ou dizer coisas confusas e incoerentes. Algumas pessoas podem ficar totalmente incapazes de falar, apesar de estarem acordadas.

    Outros sintomas a ter em atenção:

    Referem-se a problemas súbitos com um ou ambos os olhos; dificuldade repentina em andar; tonturas; perda de equilíbrio ou falta de coordenação; dor de cabeça súbita e severa; confusão e problemas de percepção.

    O que ocorre durante um derrame?

    Como todos os órgãos, para funcionar corretamente, o cérebro necessita de oxigênio e dos nutrientes que o sangue transporta. O acidente vascular cerebral (AVC) ocorre quando esse fluxo sanguíneo é interrompido. Isso pode acontecer devido a um coágulo que bloqueia a passagem do sangue ou a rutura de um vaso sanguíneo no cérebro.

    O NHS estima que uma em cada quatro pessoas que sofrem um derrame cerebral morre - e aqueles que sobrevivem muitas vezes adquirem sérios problemas a longo prazo como danos cerebrais.

    Pessoas mais velhas correm maior risco de ter um AVC, embora a condição possa acontecer a qualquer idade, incluindo entre crianças. Mas, de acordo com a médica e apresentadora da BBC Saleyha Ahsan, a probabilidade de sofrer um derrame cerebral duplica a cada década após os 55 anos.

    Recomendações chave:

    Ahsan recomenda monitorizar a taxa de batimentos cardíacos por minuto. A fibrilação atrial, um distúrbio do ritmo cardíaco que gera batimentos irregulares, pode multiplicar o risco de AVC em cinco vezes.

    Além disso, é importante estar atento e pedir ajuda médica se sofrer miniderrame, conhecido na medicina como acidente isquémico transitório (AIT).

    Neste caso, os sintomas são os mesmos, mas temporários, e desaparecem antes das 24 horas. Às vezes, podem durar apenas alguns minutos.

    Mas ignorá-los é perigoso: de acordo com Ahsan, uma em cada 12 pessoas que tem um miniderrame sofre um grande AVC em menos de uma semana.

    Muitos especialistas alertam que, além da hipertensão, colesterol, diabetes e fibrilação atrial existem outros fatores que aumentam o risco de sofrer um AVC, como tabagismo, obesidade, falta de atividade física e a ingestão de uma dieta rica em gorduras e açúcares.

    Meio Norte

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