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    quarta-feira, 27 de novembro de 2019

    Pulseira permite monitoramento de estudantes

    Que tal saber se seu filho chegou a escola, controlar os gastos dele no estabelecimento e saber que horas ele deixou o prédio e se já está indo para casa? Tudo isso faz parte do pacote que a Positivo Tecnologia promete com a pulseira Schood. Esta solução com tecnologia vestível (wearable) traz a Internet das Coisas (IoT, a sigla em inglês) para um pequeno apetrecho que ficará no pulso do seu filho ou filha e até mesmo com professores.


    O Schood também promete facilitar a entrada e saída de alunos da escola: basta aproximá-lo das catracas para liberá-las. A solução também otimiza tempo por permitir ao professor fazer chamadas de alunos de maneira automática. “A presença ou ausência do estudante é apresentada ao professor para confirmação ou alteração de informações, já que o Schood tem como propósito ajudar o professor sem interferir na autonomia”, explica Alvaro Cruz, vice-presidente de Tecnologia Educacional da Positivo Tecnologia. Além disso, envia notificações e alertas relacionados à segurança, como no caso de aproximação de alunos a áreas de risco.

    O dispositivo também facilita as compras na cantina ao permitir pagamentos com créditos pré-pagos, sem a necessidade de uso de cédulas ou cartões. Pais e responsáveis podem acompanhar os gastos e o que foi consumido em alimentação na escola, bem como bloquear tipos de produtos ou estabelecer limites diários de compra. Além disso, o Schood favorece o processo de embarque dos alunos ao saírem da escola no término das aulas. Quando os pais chegam para buscá-los, recebem notificações na pulseira.

    “O Schood foi idealizado justamente para dar mais segurança aos pais e alunos. Porém, as possibilidades de aplicação superaram esse atributo e o dispositivo tornou-se uma solução de otimização de rotina e gestão escolar”, explica Alvaro. “O dispositivo permite ainda a integração com as câmeras de segurança da escola”, acrescenta o gerente de Produto da unidade de soluções educacionais da Positivo Tecnologia, Thyago Taher.

    O Schood é a primeira solução brasileira de IPS (Indoor Position System). A pulseira traz uma série de tecnologias que fazem parte do ecossistema de Internet das Coisas. Uma delas é o Bluetooth Low Energy, que reduz o consumo de energia. Tem ainda a Near Field Communication (NFC), que possibilita troca de informações sem fio e segura quando dispositivos compatíveis são aproximados. A energia para funcionamento da pulseira é obtida de uma bateria com duração de um ano, sem necessidade de carregamento nesse período.

    O Schood já passou pela fase de validação técnica e de desempenho em uma escola no Amazonas, que já adotou a solução em definitivo. Outra escola que já implementou com sucesso o uso da pulseira foi o Colégio Moriah, de Santo André-SP. Desde o lançamento oficial, a empresa já recebeu pedido de mais de dez escolas, que devem estar com a solução implantada até o final do ano letivo de 2019.

    O Schood é uma solução B2B, sendo comercializada diretamente com escolas de Educação Básica de todo o Brasil. Em termos de modelo de negócio, existem duas possibilidades. A primeira é uma mensalidade por aluno na qual estão contidos todo o serviço, software, licenças e dispositivos, inclusive a pulseira. A segunda modalidade é bem parecida: há a mensalidade, mas as pulseiras são compradas à parte pelas escolas. Os valores dependem da quantidade de alunos, números de sede das escolas e tamanho do projeto. Apesar de perguntarmos, a Positivo não informou o preço.

    Preciso?

    Segundo o gerente de Marketing de Produto da Positivo Tecnologia, Thyago Taher, a precisão de acerto do sistema de geolocalização da pulseira é, em média 94%. “Justamente por termos feito a mesma constatação que você, de que os sistemas atuais de localização não são eficientes, decidimos desenvolver o nosso próprio. Para começar, grande parte das pesquisas nesta área focam no dispositivo móvel recebendo e processando os beacons (emissores bluetooth de hardware). No caso do Schood, os dispositivos móveis emitem beacons. E o processamento da localização é feito por um servidor central que recebe beacons de diversos sensores espalhados pela escola. A propósito, essa mudança de paradigma gerou diversos artigos científicos publicados em congressos e revistas, além de uma patente. O sistema funciona a partir de aprendizado de máquina. Após a instalação dos sensores é feito um treinamento e esses são inseridos em um algoritmo de classificação. Com o uso, o sistema utiliza os dados das pulseiras para incrementar o treinamento e melhorar ainda mais a acurácia”, garante o gerente.

    Segurança

    Perguntamos ao Thyago Taher sobre qual o nível de segurança dessa pulseira. Segundo ele, nenhuma informação pessoal do aluno, nem de meio de pagamento, está contida na pulseira. “Na verdade, a pulseira tem um ID que é lido pelos dispositivos que compõem a solução e que estão instalados somente dentro da escola. Apenas o sistema Schood conhece a associação entre ID-usuário e seus respectivos dados. Ou seja, a informação sensível está guardada e protegida dentro do Schood e não da pulseira”, garante.

    Com relação a riscos de invasão, Taher informa que o servidor local que fica na escola, e que armazena informações de usuários, possui um firewall que bloqueia tentativas de acessos indevidos. O acesso a ele é feito com login e senha e poucos usuários (que são definidos pela escola) têm poderes de administração.

    “Em relação à pulseira, optamos por utilizar NFC (e não RFID, ainda que esse seja muito mais barato) justamente pensando em segurança. Dados financeiros, como créditos para utilização na Cantina, não ficam armazenados localmente: apenas na nuvem. E como componente de nuvem utilizamos o Microsoft Azure”, informa Taher.

    Vale?

    Eu tenho certos preconceitos com este tipo de tecnologia para rastrear filhos. Por mais paranoicos que muitos pais  sejam (me incluo nessa), é preciso analisar com cuidado os prós e contras. Eu já testei um relógio que era vendido por uma operadora de telefonia móvel que prometia ser uma forma de rastreio dos pequenos e que eles poderiam, inclusive, usar o relógio, para enviar pedidos de socorro para os pais. Rastreá-los era quase impossível, pois a geolocalização era falha. Muitas vezes onde havia muito concreto (quase todos os lugares) ele errava miseravelmente.

    Afora isso há a questão da segurança dos dados. Por onde trafegam? Há um servidor bem protegido para isso? Os funcionários que os controlam e analisam são todos idôneos? Lembre-se que a segurança dos seus filhos depende disso. Se você confiar 100% no sistema, seja ele esta pulseira, aquele relógio ou outro dispositivo, compre-o e boa sorte!

    http://blogs.diariodonordeste.com.br/narede/iot/positivo-lanca-pulseira-para-monitorar-estudantes/13593

    DN

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