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    01 julho 2019

    Selfie mata mais que ataque de tubarão

    As selfies viraram uma sensação no mundo inteiro em meio a uma época dominada pelas redes sociais. No entanto, a tendência não é inofensiva: a prática tem matado cinco vezes mais pessoas do que ataques de tubarão.
    Entre outubro de 2011 e novembro de 2017, foram registrados, pelo menos, 259 mortes de pessoas que tiravam selfies, em diferentes partes do mundo. Já os ataques de tubarão apenas causaram 50 mortes, no mesmo período. Os dados são da publicação indiana “Journal of Family Medecine and Primary Care”.

    Três quartos das estatísticas de letalidade são respondidas por homens jovens. Eles morrem em colisões, afogamentos, quedas ou acidentes com armas de fogo.

    O país que detém o maior número de mortes por selfie é a Índia, o que é compatível com a quantidade de celulares que existem no país – cerca de 800 milhões de aparelhos. Depois do país, vem a Rússia, os Estados Unidos e o Paquistão.

    Na Índia, os jovens têm morrido por atropelamentos de trem ou afogamento – uma embarcação naufragou no momento de tirar uma selfie. Esse cenário levou o país a estabelecer “zonas livres de selfies”, 16 delas em Mumbai.

    Na Rússia, os cidadãos morreram caindo de pontes ou de prédios altos. Já nos EUA, as 14 mortes do período foram causadas por acidentes com armas de fogo. Além disso, o parque nacional Grand Canyon, no Colorado, também tem sido o cenário de tragédias com turistas que caem no vazio ao tentarem tirar selfies.

    Meio Norte

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