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    31 de dez. de 2019

    UNICEF vê aumento do número de crianças mortas em conflitos armados no mundo

    Os conflitos em todo o mundo duram mais e matam mais crianças e jovens, disse a diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore, nessa segunda-feira, 30. A agência informou que, durante essa ‘década mortal’, houve um aumento de três vezes no número de ataques desde 2010 — uma média de 45 violações por dia.


    “Os ataques às crianças continuam inabaláveis, pois as partes em conflito desrespeitam uma das regras mais básicas da guerra: a proteção das crianças”, disse Fore, observando que o número de países em conflito é o mais alto desde a adoção da Convenção Sobre os Direitos da Criança, em 1989.

    Com dezenas de conflitos violentos matando e mutilando crianças e forçando-as a partir de suas casas, a chefe da UNICEF disse que, para cada ato de violência contra crianças que cria manchetes e gritos de indignação, “há muito mais que não é relatado”.

    Em 2018, a ONU verificou mais de 24 mil violações graves contra crianças, incluindo assassinatos, mutilações, violência sexual, sequestros, negação de acesso à ajuda humanitária, recrutamento de crianças e ataques a escolas e hospitais. Embora os esforços de monitoramento e elaboração de relatórios tenham sido fortalecidos, esse número é duas vezes e meia maior que o registrado em 2010.

    Os ataques e a violência contra crianças não cessaram ao longo de 2019. Durante a primeira metade do ano, a ONU verificou mais de 10 mil dessas violações contra crianças — embora os números reais provavelmente sejam muito mais altos — nas zonas de conflito do norte da Síria ao leste da Democrática República do Congo (RDC) e leste da Ucrânia.

    À medida que 2019 chega ao fim, “sem deixar de lado os ataques e a violência contra crianças”, o UNICEF pede que todas as partes em guerra cumpram suas obrigações sob o Direito internacional e ponham fim imediatamente às violações contra crianças e aos ataques contra a infraestrutura civil, incluindo escolas, hospitais e infraestrutura de água.

    O UNICEF também está apelando aos Estados com influência sobre as partes em conflito para que usem essa influência para proteger as crianças.

    Repórter Ceará

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