PROGRAMA DO ROCHINHA

De Segunda a Sexta, das 6h às 7h, na FM MAIOR DE BATURITÉ 93,3. E-mail: programadorochinha@gmail.com - Fone: (85) 3347-1177 WhatsApp: (85) 9 9156-2117

FM MAIOR 93,3

  • Notícias

    30 de dez. de 2019

    Vovô e Leão fecham década em alta e com suas maiores glórias

    De momentos sofridos à conquistas históricas e inéditas, no âmbito estadual, regional e também nacional, os torcedores de Ceará e Fortaleza têm motivos de sobra para que as memórias acumuladas desde 2010 jamais sejam esquecidas, na década que se encerra em 2019.


    Do lado Alvinegro, uma década que fica marcada como das mais importantes nos 105 anos do clube. Não somente pelos títulos e conquistas inéditas dentro de campo, mas, sobretudo, pelos avanços que a instituição teve fora das quatro linhas. Se historicamente foi um time que sempre enfrentou problemas financeiros, com gestões controversas e diversos fatores extra-campo que deixavam os torcedores aflitos, os últimos dez anos foram, no geral, positivos.

    Foram seis títulos de Campeonato Cearense, com direito a um tetracampeonato (2011, 2012, 2013 e 2014) e um bicampeonato (2017 e 2018), estabelecendo hegemonia local sobre o maior rival, o Fortaleza. Além disso, a conquista da Copa do Nordeste (2015) estabeleceu um dos maiores feitos do clube e também do Estado. O Vovô foi o primeiro time cearense a levantar o troféu da maior competição regional e ainda mais de forma invicta, algo inédito até hoje no atual formato.

    O Vovô retornou à Série A do Campeonato Brasileiro após 16 anos termina ainda a década como o time cearense com mais participações na Primeira Divisão. Foram quatro (2010, 2011, 2018 e 2019), e em que pese o rebaixamento de 2011, o clube se manteve para 2020 e vai para o terceiro ano seguido na elite do futebol nacional, tornando-se o primeiro time do Estado a atingir tal marca.

    As campanhas marcantes também tiveram momentos claudicantes, e neles, o Ceará fez valer o hino, provando que a glória alvinegra está em lutar. Em cenários catastróficos e com rebaixamentos praticamente certos em 2015 (para a Série C) e 2018 (para a Série B), o Vovô conseguiu reações homéricas e poder de reação surpreendente para evitar as quedas de divisões. Os resultados valeram como títulos e têm, também, impacto direto em tudo que o clube vive hoje.

    Além disso, foi nesta década que o Vovô se consolidou como clube estruturado, adquirindo seu centro de treinamento (Cidade Vozão), formando e vendendo bons jogadores (como Arthur, Felipe Jonatan, Everson, Richardson e Valdo) e mostrando imensa evolução econômica, registrando quatro superávits nos últimos anos.

    O resultado é que o Ceará chega para 2020 como o clube menos endividado entre o G-7 do Nordeste e consolidado como uma das equipes emergentes no cenário nacional, com uma perspectiva de crescimento ainda maior nos próximos anos.

    Ressurgimento Tricolor

    O Fortaleza também chega ao fim de 2019 com muitos motivos para comemorar nesta década, mas engana-se quem pensa que foi fácil. O torcedor leonino sofreu (e muito) nos últimos dez anos. Afinal de contas, foram oito participações na Série C do Brasileiro, com uma quase queda à Série D e eliminações doloridas e frustrantes no mata-mata, mas que, no final de contas, serviram como combustível para que o Leão, ainda mais combativo, aguerrido, vibrante e forte, ressurgisse sem demonstrar cansaço.

    Seria difícil repetir a conhecida "década de ouro", entre 2000 e 2009, quando o clube obteve nove títulos estaduais, dois acessos para a Série A (2002 e 2004) e uma campanha de destaque na elite do futebol, em 2005. Mesmo assim, foram quatro títulos do Campeonato Cearense (2010, 2015, 2016 e 2019), sendo três deles quando o time estava ainda na Terceira Divisão. E depois de muita peleja, o calvário da Série C chegou ao fim em 2017, com direito a vice-campeonato. Era o prenúncio do que os próximos anos reservavam.

    Em 2018, o título da Série B do Campeonato Brasileiro, o primeiro do clube no âmbito nacional, já foi histórico. A coroação ficou completa em 2019, na temporada mais vitoriosa dos 101 anos do Fortaleza. A conquista do Estadual abriu alas para o título inédito da Copa do Nordeste e para a campanha fantástica na Série A do Brasileirão (que o clube voltou a disputar após 13 anos), com direito a vaga inédita para a Copa Sul-Americana e também a marca de melhor nordestino na elite do futebol nacional. Tudo isso conquistado sob comando de Rogério Ceni. Com trabalho consistente, inovador e moderno dentro e também fora de campo, o treinador precisou de dois anos para se tornar o maior da história do clube e também do futebol cearense.

    As conquistas dentro de campo vieram acompanhadas de avanços significativos fora das quatro linhas. Seguindo o caminho da gestão equilibrada e profissional, o Fortaleza equacionou dívidas, honrou compromissos, investiu em seu patrimônio e termina 2019 com um grande legado: o Centro de Excelência, no Pici, que contará com estrutura capaz de manter o time nos trilhos para o caminho do crescimento. O futuro é animador.

    Se há dez anos o cenário não era positivo, o Fortaleza, sem dúvidas, termina a década com muitos motivos para comemorar. E o torcedor com razões concretas e reais para crer que os próximos anos serão ainda mais vitoriosos.

    DN

    Nenhum comentário:

    Postar um comentário