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    sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

    Lideranças estaduais do PDT defendem aliança com PT em Fortaleza

    Em meio à indefinição sobre pré-candidaturas ao Paço Municipal, lideranças do PDT no Ceará defendem uma aliança com o PT na disputa em Fortaleza. Presidente interino da sigla pedetista no Estado, o senador licenciado Cid Gomes apoia a indicação de um nome que una os partidos da base aliada, inclusive o PT. Essa é a mesma tese defendida pelo governador Camilo Santana (PT), sinalizando possíveis passos do grupo governista rumo à sucessão municipal.


    O aceno para o PT foi dado, nesta quinta-feira (13), na Assembleia Legislativa, na festa de aniversário do presidente da Casa, deputado José Sarto. Além de Cid Gomes, prestigiaram a comemoração o prefeito Roberto Cláudio (PDT), o presidente da Câmara Municipal, vereador Antônio Henrique (PDT), e deputados estaduais da base aliada - a maioria pedetistas.

    O aniversário acabou se tornando uma reunião do PDT, ganhando, nos bastidores, ares políticos. Licenciado do Senado para assumir, provisoriamente, o comando da sigla no Ceará, Cid apontou em vários momentos, em tom conciliador, o objetivo de fazer alianças no pleito municipal para evitar "fissuras".

    "É nas eleições municipais em que as divergências mais aparecem, então é importante que a gente tenha muita habilidade para que saiamos desse processo sem fissuras na grande base de sustentação do governador Camilo", endossou. Cid diz isso porque, em alguns municípios, existe mais de um pré-candidato da base aliada, o que exigirá do grupo governista jogo de cintura nos palanques. Fortaleza é o principal desafio.

    A sucessão na Capital é prioridade tanto para o PDT, que comanda hoje a Prefeitura, como para o PT. Apesar da sigla ser oposição à gestão do prefeito Roberto Cláudio, os dois partidos são aliados históricos no Ceará.

    Fortaleza

    Até o momento, dirigentes de PT e PDT demonstram interesse de cada partido ter candidatura própria em Fortaleza, mas ainda não definiram nomes. Questionado sobre o assunto, Cid voltou a dizer que quem vai tocar esse processo é o prefeito Roberto Cláudio.

    "Eu penso que, agora, é hora de cuidar da administração e acho que ele (Roberto Cláudio) está muito certo quando prioriza isso. A gente não deve colocar opção de nome se adiantando. Até politicamente, o resultado do desempenho do partido ou da candidatura que ele venha a apoiar depende da boa avaliação da sua gestão".

    E continuou sobre os prazos para lançar a candidatura majoritária: "Lá mais na frente, discutir com potenciais aliados, entre os quais incluiria o PT". Cid Gomes frisou que a sigla petista é aliada do PDT no Estado e defendeu a indicação de um nome que una os partidos e também o PT, já no primeiro turno. Cid só não falou sobre quem ocuparia a cabeça de chapa.

    "O PT é nosso aliado no Estado, temos alianças em muitos municípios. Em Fortaleza, já caminhamos juntos e separados. Defendo que a gente encontre um nome que possa resultar na mais ampla aliança, incluindo o Partido dos Trabalhadores, mas isso no devido momento. Falar de pré-candidatos agora só dificulta esse processo", afirmou.

    Desafios

    Essa tese de união entre os partidos em Fortaleza também já foi defendida, publicamente, pelo governador Camilo Santana, liderança máxima do PT no Estado e aliado de primeira hora dos irmãos Ferreira Gomes. Para o grupo governista, esse é um desafio que, na avaliação quase unânime de líderes das siglas, só poderá ser destravado com a articulação de Camilo e Cid.

    No PT, filiados têm pressionado a cúpula do partido, em manifestos, para oficializar a candidatura própria e definir um nome. O governador ainda não se posicionou sobre o assunto, mas o prefeito Roberto Cláudio disse que ele tem se comprometido a construir a união das legendas.

    "O governador tem dado essa palavra de construir a união dos aliados que estão no nosso grupo, que é uma honra para a gente. (Candidatura própria do PT) Essa é uma questão interna do PT, quanto mais comento vou atrapalhar mais que ajudar. É preciso aguardar, mas para a gente é privilégio ter o governador diretamente envolvido nessa tarefa de tentar construir a mais ampla aliança possível".

    Segundo o prefeito, a discussão no grupo governista da candidatura à Prefeitura só deve começar a partir de abril, quando encerra a janela partidária - período estabelecido pela legislação eleitoral que começa em março para os vereadores trocarem de partido sem sofrerem sanções. Ele disse que a ideia é visitar os bairros da Cidade com o intuito de construir um projeto para a campanha eleitoral.

    Vereadores

    Até lá, Roberto Cláudio, presidente municipal do PDT, está empenhado na tarefa de montar as chapas de candidatos a vereador da base aliada. As eleições deste ano serão desafiadoras para os partidos, porque coligações proporcionais estarão proibidas.

    "O prazo do fechamento de chapa agora é abril, por isso que, até lá, é uma maratona de conversa", disse. O prefeito contabiliza mais de dez chapas de candidatos a vereador de Fortaleza da base aliada em formação neste ano.

    Câmara

    O presidente da Câmara, Antônio Henrique (PDT), tem articulado reuniões entre Roberto Cláudio e partidos aliados para discutir chapas de vereador. Segundo ele, as chapas são construídas de acordo com o nível de votos dos futuros candidatos.

    Estratégia

    Por isso, siglas têm colocado “tetos” e “pisos” de votos para atrair candidatos. “É para saber se existem nomes dentro dos partidos para poder compor com os vereadores, com os suplentes, que a gente queria colocar dentro dessas chapas”, explica.

    DN

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