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    27 de abr. de 2020

    Brasil entra no período crítico da pandemia com escalada de casos

    Quando o Brasil superou a marca oficial de 3 mil mortes por covid-19, na quinta-feira 23, muitos profissionais que atuam na linha de frente do combate à pandemia não conseguiam disfarçar o desânimo.
    A despeito de todos os esforços da brigada da saúde, os adeptos da seita messiânica que despreza a ciência e cultua mitos pareciam numerosos e barulhentos demais para serem vencidos. Favorecido pelo clima e pela distância de 16 mil quilômetros da China, o País desperdiçou todas as chances para evitar a tragédia que se avizinha. Pior, encontra-se no escuro, sem uma estimativa confiável do número real de infectados, pois apenas os casos mais graves e aqueles que evoluem para óbito são testados.

    Por ora, a doença não dispõe de tratamento específico nem de vacina. Diversos países estão na corrida para encontrar uma forma eficaz de imunizar a população, mas levará meses para isso se tornar realidade. Uma grande esperança é a vacina desenvolvida por uma empresa italiana, a Advent-IRBM, em parceria com pesquisadores da Universidade de Oxford, que começará a ser testada em 550 voluntários de Londres, no fim de abril. Ainda assim, se os estudos clínicos apresentarem resultados satisfatórios, ela só estará disponível na Europa a partir de setembro. Até lá, os brasileiros terão de aguentar o tranco com a precária estrutura mobilizada pelo governo no combate à pandemia. Não foi por falta de tempo.

    O primeiro alerta das autoridades chinesas à Organização Mundial da Saúde ocorreu pouco antes da virada do ano. No início de fevereiro, a covid-19 entrou com força na Europa. Em março, quando a OMS reconheceu a existência de uma pandemia, apenas 52 brasileiros haviam sido diagnosticados com a doença e nenhum havia morrido. Desde o primeiro caso registrado no País, em 26 de fevereiro, passaram-se quase dois meses. Somente agora, no entanto, o governo promete fazer testes em massa na população, embora faltem exames no mercado internacional e o novo ministro, Nelson Teich, não tenha a mínima ideia de como gerenciar a crise, a pasta e a língua portuguesa.

    Carta Capital

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