PROGRAMA DO ROCHINHA

De Segunda a Sexta, das 6h às 7h, na FM MAIOR DE BATURITÉ 93,3. E-mail: programadorochinha@gmail.com - Fone: (85) 3347-1177 WhatsApp: (85) 9 9156-2117

FM MAIOR 93,3

  • Notícias

    21 de abr. de 2020

    Família de vítima de Covid-19 enterra corpo de outra pessoa após erro de hospital em Fortaleza

    Ao chegarem ao cemitério Jardim Metropolitano, no fim da manhã de domingo (19), familiares e amigos de Carlos Alberto Viana, 76, acreditavam que poderiam se despedir do ente querido e prestarem suas homenagens pela última vez, mesmo sem poder vê-lo através do caixão lacrado como medida de segurança — ele morreu infectado pelo novo coronavírus.
    Horas depois, foram informados de que ocorreu um erro no hospital, e o corpo enterrado era de outra pessoa. 

    Um amigo próximo da família de Carlos Alberto relatou o processo doloroso até que tivessem acesso ao idoso. Ele terá sua identidade preservada. Segundo o homem, familiares receberam uma ligação da empresa funerária por volta de 14h no mesmo dia, informando que um erro havia ocorrido no Hospital Monte Klinikum, onde o parente esteve internado desde o dia 30 de março, em Fortaleza. 

    Surpresos, os familiares entraram em contato com a unidade, e, por telefone, ouviram que seria necessário ir até a unidade, uma vez que informações desse tipo só poderiam ser repassadas pessoalmente. “Nesse momento, tivemos esperança de que ele estivesse vivo. Criou uma expectativa de que tivesse sido um engano”, conta o amigo. O sentimento foi seguido de frustração. 

    Em seguida, foi solicitado que fizessem o reconhecimento do corpo. “Em nenhum momento os funcionários do hospital se explicaram, se justificaram. Eles nem estavam esperando que parentes fossem reconhecer o corpo. Era como se não soubessem”, relata. Conforme o depoimento, não houve, por parte do hospital, nenhuma forma de retratação ou tentativa de confortar a família. 

    O sepultamento de Carlos Alberto aconteceu, de fato, às 15h30 do mesmo dia. Desta vez, nem todos os amigos e membros da família puderam comparecer. “Não é a mesma coisa, você não consegue sentir a mesma emoção duas vezes”, diz. A breve cerimônia foi atrasada, ainda, ao perceberem que o corpo do idoso havia sido trazido no mesmo caixão enterrado pela manhã. “Estava todo marcado, arranhado, danificado mesmo. Foi horrível. Tiveram que pedir para colocarem em uma urna nova”, lamenta. 

    “O Hospital Monte Klinikum lamenta o ocorrido e informa que prestou assistência à família”, informou a unidade, por nota oficial. 

    Não há informações como a identidade e a causa da morte do outro corpo envolvido na troca.

    DN

    Nenhum comentário:

    Postar um comentário