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    30 abril 2020

    Ministro diz que não é possível flexibilizar distanciamento com casos em franca ascensão

    O ministro da Saúde, Nelson Teich, disse nesta quinta-feira (30) que uma flexibilização do distanciamento social não deve ocorrer enquanto casos do novo coronavírus estiverem em ascensão.

    A flexibilização do distanciamento social é defendida enfaticamente pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O assunto foi um dos pontos de tensão entre o presidente e o ex-ministro da Saúde Henrique Mandetta e é constantemente usado pelo chefe do Executivo para criticar prefeitos e governadores.

    "A gente tem uma diretriz, a gente tem um ponto de partida, mas algumas coisas são básicas: não dá para você começar uma liberação quando você tem uma curva em franca ascendência", disse.

    "Neste momento, a gente tem uma definição clara: o distanciamento permanece como a orientação", completou. Ele voltou a frisar, no entanto, a intenção da pasta em fazer uma diretriz que deve recomendar parâmetros de análise a estados e municípios para o distanciamento social.

    A decisão por fazer mudanças, no entanto, deve ficar a cargo de estados e municípios, afirma. "Estamos trabalhando a parte de teste, melhorando a infraestrutura, acompanhando a evolução dos casos, tentando buscar um ponto de inflexão da curva. O dia em que todos esses critérios estiverem preenchidos, a gente vai estar dando dentro da diretriz um ok para que se possa fazer uma tentativa de flexibilizar", disse. "Mas, neste momento, ninguém está pensando em flexibilizar nada".

    O ministro reclamou ainda do que chamou de "polarização" sobre o tema. "Vejo isso muito mais como uma discussão política do que como uma discussão social. Se a gente não parar para olhar o que está acontecendo para tentar entender o que isso representa para a sociedade, e ficar polarizando para dizer se é bom ou ruim, isso não vai levar a nada".

    Em seguida, fez um apelo à imprensa para que o tema "seja tratado de forma equilibrada" e não tratar "como uma forma de questionar quem está fazendo as coisas". "A gente conta, inclusive, muito com a parte dos repórteres para que isso seja tratado de uma forma equilibrada, de uma forma serena, e não usar isso para criticar pessoas e criticar posições".

    DN

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