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    23 de abr. de 2020

    Quixeramobim é a primeira cidade do Ceará a flexibilizar isolamento social

    O isolamento social em Quixeramobim, no Sertão Central cearense, está praticamente abolido.
    Nesta quinta-feira, o prefeito Clébio Pavone Ferreira da Silva (SD), decretou a volta de setores como o industrial e até de segmentos que poderiam esperar o arrefecimento da pandemia de Covid-19, a exemplo, da abertura de igrejas católicas e templos evangélicos. O município, de acordo com dados da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), tem 36 casos suspeitos de contaminação, 11 confirmados e um óbito registrado decorrente da doença. É a primeira cidade cearense a flexibilizar o isolamento social.

    Independente da determinação do Governo do Ceará, que prorrogou até 5 de maio deste ano a quarentena diante da tragédia sanitária mundial causada pelo novo coronavírus, o prefeito Clábio Pavone permitiu que a atividade industrial volte a funcionar utilizando 25% do quadro funcional e 50% a partir do dia 4 do próximo mês.

    O prefeito, que é do partido Solidariedade, também liberou a retomada dos trabalhos na construção civil. Para isso, o decreto 4.716/2020, publicado nesta quarta-feira, estabelece que os operários fiquem a “uma distância, cada um do outro, de 35 metros quadrados, obedecendo o estágio da obra” e para que se evite a aglomeração no canteiro. Além disso, veda as “refeições coletivas nos locais das obras”. O decreto, no entanto, não menciona como será feita a fiscalização das regras.

    Por fim, e mais surpreendente, o prefeito da cidade do Sertão Central cearense liberou até o funcionamento de igrejas e templos religiosos. Clébio Pavone justificou a permissão afirmando que a “população de Quixeramobim mantém forte ligação com as atividades religiosas”.

    Para a flexibilização, Clébio Pavone escreveu que a necessidade econômica foi levada em consideração. De acordo com o prefeito, o prolongamento da proibição da produção industrial, principalmente a calçadista, poderá acarretar a “redução de aproximadamente R$ 8 milhões” na economia de Quixeramobim e demissões em massa.

    Primeira Coluna

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