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    25 de abr. de 2020

    Senadores querem convocar Moro para falar ao Senado

    Com a confirmação da saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça, nesta sexta-feira, 24, senadores foram às redes sociais informar que pretendem convocar o ex-ministro para dar explicações ao Senado sobre o que teria motivado sua demissão.

    O presidente da CPI Mista das Fake News, senador Angelo Coronel (PSD-BA), confirmou que pretende convocar Moro para falar à comissão. A informação foi dada pelo Twitter. Como uma das justificativas para sua demissão, Moro afirmou que o presidente Jair Bolsonaro trocou o comando da Polícia Federal para, assim, tentar ter acesso a informações sigilosas que poderiam comprometer membros de sua família. Alguns dos processos poderiam ter relação com a divulgação de notícias mentirosas.

    Para o senador, Moro fez praticamente uma delação premiada, com seu pronunciamento em que confirmou a saída do ministério. Coronel aponta, porém, que Moro poderia “ter agido lá atrás e denunciado o presidente de querer dominar a PF para controlar algumas investigações”. “Vamos convocar o Moro para falar na CPMI para aprofundarmos mais nesses inquéritos que Bolsonaro quer controlar”, registrou o senador. Ele acrescentou que sente “cheio de crimes de responsabilidades cometidos por Bolsonaro”, como “interferência política na PF e querer ter acesso a inquéritos”, além de “exoneração de diretor da PF sem que Moro confirme a assinatura do ato”.

    O deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) já protocolou um requerimento de convocação para que o ex-ministro fale à CPMI. Conforme o documento, o objetivo é que Moro explique como se deu a exoneração do diretor-geral da PF, Maurício Valeixo. Segundo o senador Coronel, o requerimento deve ser votado assim que o Congresso Nacional voltar à sua normalidade.

    A presidente da Comissão de Constituição de Justiça (CCJ), senadora Simone Tebet (MDB-MS), afirmou em nota que Moro “tem história e histórico para levarmos a sério as declarações bombásticas que fez, e que não foram no poucas, contra Bolsonaro”. Ela destaca que Moro disse “taxativamente que o presidente queria intervir politicamente na PF, ter acesso indevido a inquéritos e produzir relatório de inteligência, sabe-se lá contra quem. Este filme nós já conhecemos. Estas acusações, se comprovadas, são gravíssimas, e podem caracterizar crime de responsabilidade.” Na opinião de Simone, o presidente da República deve uma explicação à Nação.

    Repórter Ceará

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