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    27 de abr. de 2020

    Uma aspirina por semana pode reduzir o risco de câncer, diz pesquisa

    Tomar uma aspirina por semana pode reduzir em mais de um terço o risco de câncer digestivo de uma pessoa, sugerem pesquisas.
    Acredita-se que o analgésico protege contra tumores hepáticos, no entanto, seu efeito em outras formas da doença era menos claro.

    Para saber mais, cientistas do Instituto Mario Negri de Pesquisa Farmacológica, em Milão, analisaram 113 estudos que investigavam uma ligação entre a aspirina e diferentes tipos de câncer.

    Os resultados apontam que tomar a pílula uma ou duas vezes por semana pode reduzir o risco de câncer do trato digestivo de uma pessoa em até 39%. Isso inclui formas da doença notoriamente difíceis de tratar, como tumores pancreáticos.

    Embora não seja claro, a aspirina pode inibir a enzima ciclo-oxigenase, que está ligada ao aparecimento de câncer e crescimento de tumores.

    Os cientistas analisaram mais de 100 estudos publicados até 2019. Desses, 45 estudos analisaram como a aspirina afeta o risco de câncer de intestino.

    Os demais investigaram o câncer de cabeça e pescoço, bem como vários tumores do trato digestivo, incluindo esôfago, estômago e fígado. Os resultados - publicados nos Anais de Oncologia - sugerem que o uso regular de aspirina, definido como pelo menos um ou dois comprimidos por semana, reduziu o risco de câncer na cárdia gástrica em 39%.

    A cárdia gástrica é o ponto em que o esôfago se abre para o estômago. Não está claro quantos desses casos de câncer surgem por ano. O uso de aspirina também demonstrou reduzir o risco de câncer hepatobiliar em 38%. Isso se refere a tumores do fígado ou ductos biliares.

    As chances de desenvolver câncer de estômago, esôfago, intestino ou pâncreas foram reduzidas em 36%, 33%, 27% e 22%, respectivamente. Não foi encontrada nenhuma ligação entre tomar aspirina e o aparecimento de câncer na cabeça e no pescoço.

    "Cerca de 175.000 mortes por câncer de intestino estão previstas para 2020 na União Europeia, das quais cerca de 100.000 ocorrerão em pessoas com idades entre 50 e 74 anos", disse o autor do estudo, Dr. Carlo La Vecchia. “Se assumirmos que o uso regular de aspirina aumenta de 25% a 50% nessa faixa etária, isso significaria que entre 5.000 a 7.000 mortes por câncer de intestino e entre 12.000 e 18.000 novos casos poderiam ser evitados se novos estudos mostrarem que a aspirina realmente causa a redução no risco de câncer”.

    "Os números correspondentes seriam de, aproximadamente, 3.000 mortes por câncer de esôfago, estômago e pâncreas, e 2.000 mortes por câncer de fígado".

    Os cientistas também analisaram o efeito sobre a dose da aspirina, e com que frequência é tomada, especificamente no câncer de intestino."Descobrimos que o risco de câncer foi reduzido com o aumento da dose", disse a autora principal do estudo, Cristina Bosetti.

    "Uma dose de aspirina entre 75 e 100mg por dia foi associada a uma redução de 10% no risco de uma pessoa desenvolver câncer, em comparação com as pessoas que não tomam aspirina. Uma dose de 325mg por dia foi associada a uma redução de 35% e uma dose de 500mg por dia foi associada a uma redução de 50% no risco".

    Os cientistas enfatizaram que o resultado da dose mais alta de aspirina foi baseado em apenas alguns estudos e "deve ser interpretado com cautela": "Comparando com pessoas que não tomavam aspirina regularmente, o risco de câncer de intestino diminuiu em usuários regulares de aspirina por até 10 anos", disse o Dr. Bosetti.

    "O risco foi reduzido em 4% após um ano, 11% após três anos, 19% após cinco anos e 29% após dez anos de uso". Os cientistas foram particularmente encorajados pelos resultados no caso de câncer de pâncreas. Apenas 5% dos pacientes sobrevivem 10 anos ou mais após o diagnóstico, na Inglaterra e no País de Gales.

    "As descobertas para o câncer de pâncreas e outros tipos de trato digestivo podem ter implicações na prevenção dessas doenças altamente letais", disse o Dr. La Vecchia. "Para o câncer de pâncreas, descobrimos que o risco da doença diminuiu 25% após cinco anos entre as pessoas que tomavam aspirina regularmente em comparação com as que não tomavam".

    Os cientistas enfatizam que a aspirina só deve ser tomada regularmente após uma consulta com um médico, que levará em consideração os fatores de risco de câncer de cada indivíduo. "Isso inclui fatores como sexo, idade [e] histórico familiar de um parente de primeiro grau com a doença", disse o professor La Vecchia. "As pessoas com alto risco da doença têm maiores chances de se beneficiarem ainda mais com o uso da aspirina".

    A aspirina é frequentemente recomendada como um afinador de sangue para pessoas em risco de ataque cardíaco ou derrame. Entretanto, impedir a formação de coágulos pode desencadear efeitos colaterais como sangramento no estômago ou no cérebro.

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