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    13 de mai. de 2020

    Bolsonaro: Quem não quiser trabalhar, que fique em casa

    Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, nesta quarta-feira (13), que a parte da sociedade brasileira que não quiser trabalhar deve ficar em casa, caso opte por respeitar o período de isolamento social, principal medida utilizada para frear o avanço da pandemia do novo coronavírus.

    "O povo tem que voltar a trabalhar. E quem não quiser trabalhar, que fique em casa. Ponto final", afirmou o presidente.

    Segundo o mais recente boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, o Brasil registra 12.400 mortes provocadas pela Covid-19. Apenas nesta terça-feira (12), foram 881 óbitos contabilizados. Mais de mil cidades do país registram perdas. Ao todos, são mais de 178 mil casos confirmados.

    "No meu entender, desde o começo, deveria ser o (isolamento) vertical, cuidar das pessoas do grupo de risco e botar o povo pra trabalhar (...). No Brasil, no meu entender, o movimento errado é se preocupar apenas com a questão do vírus, tem o desemprego do lado. A esquerda tá quietinha. O povo precisa trabalhar", ironizou o presidente.

    Autoridades de saúde do mundo inteiro e a Organização Mundial da Saúde (OMS) defendem as medidas de isolamento para não sobrecarregar o sistema de saúde dos países fortemente afetados pela pandemia.

    "Ficar em casa pra quem pode, legal, mas quem não tem condições, isso é desumano. O cara tem que trabalhar", afirmou o presidente, sem apresentar provas científicas de que essa seria uma medida segura para a população.

    Bolsonaro ataca Dória

    Irritado com as medidas de isolamento mais rígidas adotadas pelos governadores em todo o país, Bolsonaro criticou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que tem defendido que as pessoas respeitem a quarentena, que foi prorrogada no estado até dia 31 de maio.

    "O governador de São Paulo falou que é melhor o isolamento do que o sepultamento. Quem ficar em casa parado vai morrer de fome. Não podemos ficar hibernando em casa", disparou Bolsonaro.

    O presidente disse estar preocupado com as “pessoas humildes”. O governo federal, no entanto, tem apresentado problemas em disponibilizar o auxílio emergencial de R$ 600 para parcela da população que teria direito ao dinheiro.

    "Fico me colocando no lugar das pessoas humildes. Vai chegar um ponto que esse povo com fome vai vir às ruas. O homem que tá passando fome perde a razão. Vamos esperar chegar a esse ponto pra reagir? O povo tem que voltar a trabalhar", defendeu Bolsonaro.

    Wilson Filho

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