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    27 de mai. de 2020

    Caem atendimentos de síndromes respiratórias em postos de saúde

    A procura de pacientes com síndromes respiratórias agudas por postos de saúde de Fortaleza diminuiu, na segunda quinzena de maio, e a queda deve ser consolidada ao fim do mês.
    Dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) revelam que a quantidade de atendimentos de casos suspeitos de Covid-19 nas unidades básicas cresceu substancialmente entre 1º de abril e 17 de maio - mas registrou redução diária entre 19 e 21 deste mês. A projeção é de que a quinzena finalize com 17.760 atendimentos deste tipo nos postos, contra 19.181 contabilizados nos primeiros 15 dias de maio.

    O Ceará tem mais de 37 mil casos confirmados de Covid-19, e outros 46,7 mil em investigação, conforme atualização do Integra SUS, da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), às 17h43 dessa terça-feira (26). O número de mortes pela doença no Estado chegou a 2.603. Só em Fortaleza, são 20.789 confirmações e 1.769 óbitos na contagem.

    Entre 16 e 31 de março, quando os casos do novo coronavírus começaram a se alastrar por toda a cidade, foram realizados 5.575 atendimentos médicos de síndromes respiratórias agudas nos 113 postos de saúde de Fortaleza, cerca de 11,3% de todas as assistências registradas nas unidades básicas (49.287). Na primeira quinzena de abril, o número caiu: dos 31.098 atendimentos médicos gerais nos postos, 3.396 foram de síndromes gripais.

    Depois disso, os números só cresceram. Na segunda quinzena de abril, quando houve recomendação de que as pessoas procurassem precocemente os postos de saúde em caso de suspeita de Covid-19, os casos atendidos tiveram salto significativo: dos 42,2 mil atendimentos, 9.930 foram de suspeitas da nova doença. Nos primeiros 15 dias de maio, o número chegou a 19.181, quase 35% dos 54,8 mil atendimentos totais nos postos da Capital.

    Tendência

    A projeção, contudo, é de que haja queda nesses atendimentos típicos de casos suspeitos do novo coronavírus: de acordo com a SMS, a segunda quinzena de maio deve findar com 17.760 atendimentos de pacientes gripais, cerca de 7% a menos do que o registrado nos 15 dias anteriores.

    Analisando os dados dia a dia, a quantidade de vezes que os postos foram procurados por pacientes com suspeita de Covid-19 tem declinado desde o dia 19 de maio, quando foram contabilizados 1.661 atendimentos - contra 2.110 do dia anterior. Já no dia 20, foram 1.531 assistências, reduzindo para 1.284 no dia 21 deste mês. A diminuição em quatro dias foi de aproximadamente 40%. Antes disso, o pico de procura de pacientes gripais pelos postos havia sido atingido no dia 11 de maio, com 2.139 atendimentos.

    O prefeito Roberto Cláudio reconheceu que ainda é cedo para afirmar se é uma tendência consolidada, mas atribuiu a já visível redução da procura dos postos às medidas de isolamento rígido, em vigor desde o dia 8 de maio. "Um dos primeiros sinais consequentes do isolamento social é a redução da demanda por serviços de saúde. Tivemos pelo menos quatro dias consecutivos de queda do número de pacientes diagnosticados com síndrome gripal nos postos. É uma tendência muito recente, mas pode ser um sinal, que coincide com o que temos ouvido sobre a rede privada", declarou o gestor.

    DN

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