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    7 de mai. de 2020

    Casos leves e assintomáticos são a chama da pandemia, diz pesquisador

    De acordo com a pesquisa, o número de casos de no Brasil ultrapassa 1 milhão e pode, inclusive, ser maior que 2 milhões.
    A conta feita pelos pesquisadores envolvidos no estudo leva em consideração a taxa de óbitos do país e a quantidade de casos subnotificados por falta de testes.            

    "A nossa opinião é que o Brasil é o epicentro. A contar o número de casos (previstos no estudo), está na frente dos Estados Unidos, mesmo levando em consideração os números de lá, que também são subnotificados. Temos o agravante, aqui no Brasil, que temos muitos municípios chegando na saturação de leitos disponíveis para atender a população. A nossa taxa de novos óbitos por dia já passa, por exemplo, várias situações similares apresentadas no auge da epidemia da Itália. Na minha opinião, já somos o epicentro mundial", disse Alves em entrevista à CNN Brasil.

    Para Alves, o Brasil é um dos países com a mais baixa testagem do mundo, com a quantidade de casos confirmados refletindo o número de pessoas internadas. O pesquisador alerta que os casos assintomáticos ou leves são os que devem ser estudados com mais afinco, principalmente por serem os maiores vetores de propagação da doença.

    "Deveríamos estar testando as pessoas com casos leves e assintomáticas, e estender medidas de contenção para essas pessoas, porque elas são a centelha para o que está acontecendo", declarou o pesquisador.

    Ainda, Alves acrescentou que a previsão de mais de 1 milhão de casos apontada no estudo reflete o contágio dos casos que não são testados; os exames são aplicados apenas a quadros mais graves.

    "Essas previsões são feitas em cima do numero de óbitos oficiais publicados. E também tem as suas subnotificações. Esse número (da previsão do estudo) indica casos leves ou assintomáticos, que são a chama da epidemia que vivemos hoje", acrescentou.      

    UOL

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