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    14 de mai. de 2020

    Como os pacientes recuperados de Covid-19 devem agir para evitar recaídas e a propagação do vírus

    A chegada do novo coronavírus (Sars-Cov-2) trouxe novos hábitos de higiene para todos: limpeza minuciosa das mãos, máscaras de proteção, evitar andar dentro de casa com o mesmo calçado.
    Mas, ao contrário do que se pensa, quem já se recuperou clinicamente da Covid-19 deve manter as medidas sanitárias para evitar a propagação do vírus. A incerteza sobre a reinfecção também é um fator que deve ser considerado.

    “Ainda não está 100% claro. Na China, algumas pessoas que já tinham melhorado voltaram a apresentar piora dos sintomas. Mas não se sabe se é reinfecção ou a doença que não tinha sarado tudo e voltou. A doença é muito nova. De qualquer forma, só vamos ter mais respostas caso aconteça uma segunda onda por lá, para avaliar” explica o infectologista Keny Colares, médico do Hospital São José de Doenças Infecciosas (HSJ). 

    Observar a recuperação também é importante até duas semanas após o aparecimento do primeiro sintoma. “A pessoa precisa manter os cuidados de isolamento durante esses 14 dias de observação. Manter máscara e higienização dos objetos tocados”, recomenda o médico. 

    Saídas da residência só devem ser feitas passados três dias de manifestação do último sintoma. “E mesmo assim, tomando todos os cuidados, como uso de máscaras e limpeza das mãos”, salienta Colares. 

    Cuidados com a higiene

    A limpeza das mãos é fundamental para proteger a si e a família, de acordo com o infectologista Anastácio Queiroz, professor do departamento de Medicina Clínica da Universidade Federal do Ceará (UFC). Apesar de não estar mais na fase aguda da doença, sem carga viral suficiente para transmissão, o curado pode continuar infectando se não tomar as medidas sanitárias. 

    “As mãos não estão imunes”, reforça Anastácio, “Mesmo que você esteja curado, ainda é capaz de ‘levar o vírus’ ao entrar em contato com superfície contaminada e, em seguida, com alguém”. 

    Por isso, os recuperados devem permanecer com a medidas para circular em ambientes movimentados, como supermercados: lavar as mãos antes e depois de qualquer contato.

    Anastácio defende ainda a manutenção do uso de máscaras. A medida é necessária em especial para aqueles que estiveram internados e voltaram para casa recentemente. "Permanecer fazendo isolamento social em casa, em um quarto à parte, e ao andar por ambientes comuns usar a máscara", recomenda o infectologista.   

    Retorno à rotina 

    Antes de voltar à ativa, a pessoa curada precisa verificar se está recomposta totalmente “Quanto mais frágil a pessoa e mais grave a doença tenha sido, recomendamos que o retorno aconteça paulatinamente, tanto para o trabalho quanto para atividades físicas”, aconselha Keny Colares.

    O ritmo de melhora pode ser diferente para cada pessoa e é preciso ter paciência. Os mais velhos, por exemplo, tendem a se recuperar de maneira mais lenta. “É normal. Cada organismo se recupera de um jeito diferente. É preciso saber que o corpo ainda não está recuperado e respeitar, ir dentro dos limites”, completa o médico. 

    Para Anastácio Queiroz, o paciente precisa atentar para alterações respiratórias.

    “É importante ficar atento a sintomas respiratórios. Aqueles que já tinham uma rotina de exercício físico podem voltar normalmente a fazer atividades se não sentirem mudanças”, avalia Anastácio Queiroz.

    O cuidado se estende também aqueles com doenças crônicas e que se recuperam da infecção. “Continuar com os cuidados da doença, saber se ela está controlada. Prestar atenção na alimentação e na prática de atividades”, acrescenta o médico. 

    Quem está 'curado'?

    De acordo com Anastácio, é considerado curado o paciente que, após 14 dias dos últimos sintomas, não voltou a apresentar nenhum outro indicador da infecção. "As pessoas que tiveram a doença leve e não precisam se internar, no 14° quarto dia apos a doença são consideradas não infectantes. O mesmo vale para pessoas com a doença grave, que demoram muito a sair do hospital", explica o infectologista.  

    DN

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