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    5 de mai. de 2020

    Leia a íntegra do depoimento de Sergio Moro à Polícia Federal

    Em depoimento prestado em 2 de maio à Polícia Federal em Curitiba, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro confirmou a pressão que sofreu do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para trocar o comando da superintendência do Rio de Janeiro.

    Moro disse, ainda, que "não afirmou que o presidente teria cometido algum crime" e que "quem falou em crime foi a Procuradoria-Geral da República na requisição de abertura de inquérito". De acordo com o ex-ministro, o presidente teria dito: “Moro, você tem 27 Superintendências, eu quero apenas uma, a do Rio de Janeiro”.

    Segundo Moro, a avaliação sobre existência de crime "cabe às Instituições competentes". 

    Ainda de acordo com o depoimento de Moro, Bolsonaro pedia substituições na PF para ter “acesso a relatórios de inteligência da PF”, mas que o presidente já tinha acesso a esses documentos por meio da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN). Ainda no depoimento, Moro afirmou que Bolsonaro nunca pediu relatórios específicos de inteligência.

    Já no fim da tarde desta terça (5), após a CNN ter divulgado a íntegra do depoimento de Moro, Bolsonaro  afirmou as declarações contidas no depoimento do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública são uma “mentira deslavada”.

    Leia abaixo a íntegra do depoimento prestado pelo ex-ministro Sergio Moro à PF: 

    Na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba no Estado do Paraná, onde presente se encontrava CHRISTIANE CORREA MACHADO, Delegada de Polícia Federal, Matr. 10.568, Chefe do Serviço de Inquéritos da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado - DICOR, e WEDSON CAJÉ LOPES, Delegado de Polícia Federal, lotado no SINQ/DICOR, compareceu Sergio Fernando Moro

    Que tomou conhecimento pela imprensa sobre a determinação do Ministro Celso de Mello sobre a sua oitiva, tendo se colocado à disposição para prestar declarações, informando o fato à Polícia Federal;  

    Que perguntado sobre sua definição sobre interferência política do Poder Executivo em cargos de chefia no âmbito da Polícia Judiciária, respondeu que entende que seja uma interferência sem uma causa apontada e portanto arbitrária;  

    CNN Brasil

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