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    28 de mai. de 2020

    Maia diz que prorrogação do auxílio emergencial é consenso, mas questiona valor

    O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quinta-feira, 28, que dificilmente o auxílio emergencial não será prorrogado para além dos três meses inicialmente previstos.
    “Prorrogar acho que é um consenso, o que vai se debater é o valor”, avaliou.

    O auxílio, no valor de R$ 600, foi criado para aliviar a perda de renda da população afetada pela crise econômica gerada pela covid-19. O Congresso Nacional aumentou o valor do auxílio emergencial de R$ 200, na proposta inicial do governo, para R$ 600. Os parlamentares também incluíram previsão de pagamento em dobro para mulheres chefes de famílias.

    A proposta sancionada no início de abril previa o pagamento de três parcelas do benefício, portanto até o mês de junho. Com as perspectivas de permanência do coronavírus e das medidas de distanciamento social que afetam a economia, três partidos já têm propostas para estender o benefício por mais tempo: Cidadania, Psol e PT.

    “Tenho medo de redução do custo do auxílio emergencial e o que isso impacta na reação das pessoas. Não é uma decisão simples”, disse Maia. Ele falou na possibilidade de reorganizar os projetos de seguro-desemprego e outros e construir uma renda emergencial mantendo o equilíbrio fiscal.

    Investimentos e gastos públicos

    “Estamos tendo um grande embate dentro do governo explicitamente entre investimento privado e investimento público”, afirmou. Em sua concepção, o campo que defende uma intervenção maior de recurso público é majoritário hoje no governo, o que terá consequências na atuação governamental nesse período de pandemia.

    Maia também defendeu a chamada PEC do orçamento de guerra, que já foi transformada em emenda à Constituição. “Ela nos trouxe a seguinte tranquilidade: qualquer gasto permanente o governo ou o Parlamento vai ter que apresentar suas fontes para cobertura.”

    O presidente voltou a defender que a qualidade do gasto público seja melhorada. “Nosso problema não é o tamanho do nosso gasto, é a qualidade”, afirmou.

    Repórter Ceará 

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