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    sábado, 23 de maio de 2020

    Paulo Guedes sobre o Banco do Brasil: 'Tem que vender essa porra logo'

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, provocou o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, na reunião ministerial do dia 22 de abril: "Banco do Brasil a gente não consegue fazer nada e tem um liberal lá.
    Então tem que vender essa porra logo", disse Guedes, segundo a transcrição feita pela Polícia Federal no INC (Instituto Nacional de Criminalística). O tema do BB apareceu quase no final da reunião, quando o presidente Jair Bolsonaro indagou se "o Banco do Brasil não fala nada não?" Antes que o presidente do BB começasse a falar, Paulo Guedes interveio, dizendo que o banco "é um caso pronto de privatização". Bolsonaro riu nesse momento.

    "O Banco do Brasil não é tatu nem cobra. O Banco do Brasil não é tatu nem cobra. Porque ele não é privado, nem público. Então se for apertar o Rubem, coitado. Ele é super liberal, mas se apertar ele e falar: 'Bota o juro baixo', ele: 'não posso, senão a turma, os privados, meus minoritários, me apertam'. Aí se falar assim: 'Bota o juro alto', ele: 'Não posso, porque senão o governo me aperta'. O Banco do Brasil é um caso pronto de privatização", disse Guedes, segundo a transcrição.

    O próprio ministro, contudo, em seguida observou que "é um caso pronto e a gente não está dando esse passo. Senhor, já notou que o BNDE [...] e a Caixa que são nossos, públicos, a gente faz o que a gente quer. [Já o] Banco do Brasil a gente não consegue fazer nada e tem um liberal lá. Então tem que vender essa porra logo".

    Aparentemente brincando, Bolsonaro disse que Novaes será dispensado da própria reunião. Em seguida o presidente do BB falou positivamente da instituição, mencionando que a liquidez do banco está alta e que as pessoas vêem o BB como "um porto seguro". Depois da breve exposição de Novaes, Paulo Guedes voltou a provocá-lo, dizendo que ele deveria "confessar seu sonho". Novaes se fez de desentendido mas mencionou a "privatização". Nesse momento foi interrompido por Jair Bolsonaro: "Faz assim: só em [20]23 cê confessa, agora não".

    UOL

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