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    27 de mai. de 2020

    PF cumpre mandados sobre fake News contra Roberto Jefferson, dono da Havan, deputado e blogueiro

    A Polícia Federal cumpre na manhã desta quarta-feira (27) mandados de busca e apreensão no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura produção de notícias falsas e ameaças à Corte.

    Entre os alvos estão o ex-deputado federal Roberto Jefferson, o empresário Luciano Hang, o deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP) e blogueiro Allan dos Santos. Os quatro são aliados do presidente Jair Bolsonaro.

    Alguns dos alvos dos mandados são:

    Luciano Hang, empresário Roberto Jefferson, ex-deputado federal Sara Winter, blogueira Wiston Lima, blogueiro Edgard Corona, empresário Edson Pires Salomão Enzo Leonardo Suzi Marcos Belizzia Otavio Fakhouri Rafael Moreno Deputados que serão ouvidos

    O ministro Moraes determinou ainda que deputados deverão ser ouvidos no inquérito nos próximos dias. Eles não foram alvos de mandados nesta quarta. São eles: Deputados federais Bia Kicis Carla Zambelli Daniel Lúcio Filipe Barros Geraldo Junio Luiz Phillipe de Orleans e Bragança Deputados estaduais Douglas Garcia Gildevânio Ilso Buscas e apreensões As buscas com relação a Jefferson e Hang foram realizadas nas casas deles, no Rio de Janeiro e em Santa Catarina, respectivamente. As buscas sobre Allan dos Santos ocorreram na casa dele, em uma área nobre de Brasília. Ao todo, a operação tem 29 mandados de busca e apreensão.

    As ordens foram expedidas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do inquérito. Além de Rio de Janeiro e Brasília, há mandados para ser cumpridos também nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina. Investigações Ao longo das investigações, laudos técnicos que demonstraram que um grupo produz e dissemina as notícias falsas, sempre com o mesmo padrão. Foram identificados pelo menos quatro financiadores desse grupo.

    As investigação já identificaram ao menos 12 perfis em redes sociais que atuam na disseminação de informações, de forma padronizada, contra ministros do tribunal. Isso significa, por exemplo, que esses perfis encaminham o mesmo tipo de mensagem, da mesma forma, na mesma periodicidade. Técnicos cruzam informações para tentar localizar financiadores desses perfis.

    O Intrigante

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