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    29 de mai. de 2020

    Saiba a lista de setores que voltam ao trabalho

    O governador Camilo Santana apresentou resumo do plano de retomada da atividades econômicas no Estado durante transmissão ao vivo em suas redes sociais nesta quinta-feira (28).

    Apesar da renovação do decreto de isolamento social, o governo estadual iniciará uma fase de transição na segunda-feira (1º de junho), etapa que servirá de teste para o retorno econômico.

    Camilo detalhou que dois critérios principais foram utilizados para definir os  setores que devem retornar primeiro e quais irão ficar para as últimas etapas. Segundo ele, o risco sanitário e a importância socioeconômica foram os fatores determinantes.

    "Do dia 1º ao dia 7, serão liberadas algumas atividades, mas tem critérios a serem seguidos. Há uma tendência de estabilização dos casos, principalmente em Fortaleza, mas quero deixar claro que os próximos 7 dias serão avaliado. A Saúde vai avaliar e determinar se é possível prosseguir com as próximas fases ou não", ressaltou o governador.

    O chefe do Executivo estadual ainda apelou a empresas e população que sigam as orientações governamentais em cada etapa. "O resultado desse plano depende do compromisso das empresas com seus funcionários e do comportamento da população. Teremos horários de funcionamento diferentes, protocolos a serem seguidos, como a medição da temperatura dos empregados, testagem de amostra dos funcionários, muito critério e rigor para que a gente não precise retroceder", afirmou.

    O secretário da Saúde do Estado, Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho, Dr. Cabeto, reforçou o pedido.

    Nesta etapa inicial, que irá durar sete dias, 17 segmentos estão autorizados a retomar parcialmente suas operações. Os percentuais de liberação variam de 0,60%, no caso do setor de tecnologia da informação, a 100% para a cadeia da saúde.

    Quase 67 mil empregos poderão retomar suas atividades em todo o Estado, cerca de 11,5% do total. Na Capital, serão 44,8 mil trabalhadores, representando 67% do efetivo de Fortaleza, enquanto no Interior esse número é de 22,1 mil ou 33%.

    Camilo ressaltou que, no comércio, apenas o setor ligado a saúde e material de construção poderão reabrir.

    Confira a lista de atividades e os percentuais de liberação desta fase de transição:

    - Indústria química e correlatos (30%)
    Indústria de químicos inorgânicos, plástico, borracha, solventes, celulose e papel

    - Artigos de couros e calçados (17,9%)
    Fabricação de calçados e produtos de couro

    - Indústria metamecânica e afins (28,7%)
    Fabricação de ferramentas, máquinas, tubos de aço, usinagem, tornearia e solda

    - Saneamento e reciclagem (30%)
    Recuperação de materiais

    - Energia (20%)
    Construção para barragens e estações de energia elétrica, geradores

    - Cadeia da construção civil (31%)
    Construção de edifícios até 100 operários obra, cadeia produtiva com 30%

    - Têxteis e roupas (12,4%)
    Indústria têxtil, confecções e de redes

    - Comunicação, publicidade e editoração (10,2%)
    Impressão de livros, material publicitário, e serviços de acabamento gráfico

    - Indústria e serviços de apoio (0,8%)
    Indústria de artigos de escritório e manutenção industrial. Cabeleireiros, manicures e barbearias

    - Artigos do lar (16,9%)
    Fabricação de eletrodomésticos e artigos domésticos

    - Agropecuária (12,4%)
    Obras de irrigação

    - Móveis e madeira (7,9%)
    Fabricação de móveis e produtos de madeira

    - Tecnologia da informação (0,6%)
    Fabricação de equipamentos de informática

    - Logística e transporte (10,8%)
    Metrofor, transporte rodoviário metropolitano na RMF e manutenção de bicicletas

    - Automotiva (1,9%)
    Indústria de veículos, de transporte e peças

    - Cadeia da saúde (100%)
    Comércio médico e ortopédico, óticas, podologia e terapia ocupacional

    - Esporte, cultura e lazer (8,1%)
    Treinos de atletas de esportes individuais, além dos clubes de futebol participantes da final do Campeonato Cearense.

    DN

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