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    25 de mai. de 2020

    Sergio Moro interrompe silêncio e fala sobre Bolsonaro

    O ex-ministro da Justiça Sergio Moro interrompeu o silêncio desde que saiu do Governo e abordou temas polêmicos sobre sua passagem por Brasília após a eleição de 2018.
    "Eu acho que a minha lealdade ao próprio presidente demanda que eu me posicione com a verdade, com o que eu penso, e não apenas concordando com o presidente. Se for assim, não precisa de um ministro, precisa de um papagaio”, afirmou em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, domingo (24).

    Moro explicou o que o motivou a tornar pública a interferência do Planalto na Polícia Federal. "Eu, quando deixo o governo, fiz aquele pronunciamento e prestei depoimento, deixei muito claro que nunca foi minha intenção de prejudicar o governo de qualquer maneira o que aconteceu, no meu ver, foi uma interferência política do Presidente da República na PF, na direção geral e na superintendência do RJ. Entendi pela relevância do assunto que deveria revelar. Cabe agora à Justiça, à PGR. Da minha parte, não cabe emitir opinião a esse respeito", reiterou.

    O ex-juiz destacou o receio de Bolsonaro com que as investigações chegassem aos filhos do Presidente. "O presidente externou publicamente diversas vezes preocupações com os filhos. Tem que ver o que ele entende como serviços de inteligência, que, para ele, estavam insatisfatórios", disse.

    O combate à corrupção, no entanto, não foi realizado de forma integral e atuante. "Ingressei no governo dizendo que tinha compromisso no combate à corrupção, à criminalidade, ao crime organizado. Em parte, isso foi realizado. Me desculpem aqui os seguidores do presidente, se essa é uma verdade inconveniente, mas essa agenda anticorrupção não teve um impulso por parte do presidente da República para que implementássemos. Algumas verdades inconvenientes surgiram. Muitos apoiadores do próprio presidente, antes da minha saída, se diziam um tanto frustrados sobre essa falta de empenho no combate à corrupção", disparou.

    Crise política paralela à crise de coronavírus

    Sergio Moro também demonstrou preocupação com a falta de agenda de Bolsonaro para implementar um plano coordenado de combate à pandemia de Covid-19 e não negou a possibilidade de vir a se candidatar em 2022. "Dentro do governo, em várias reuniões que eu participei, o ex-ministro Mandetta pode dizer melhor, foi alertado para o risco dessa escalada de mortes. Parece que falta um planejamento a essas questões. Eu acho que a minha lealdade ao próprio presidente demanda que eu me posicione com a verdade, com o que eu penso, e não apenas concordando com o presidente. Se for assim, não precisa de um ministro, precisa de um papagaio. Nós estamos no meio de uma pandemia muito grave, muito séria. Aproveito para externar minha solidariedade às famílias que perderam entes queridos. Acabei de sair do governo, vou ter que reinventar minha vida. Toda essa turbulência decorrente da minha saída, da pandemia. Estou encontrando uma maneira de me posicionar. Mas sempre disse que quero continuar contribuindo, na área privada, no debate público, sobre essas discussões sobre o País", concluiu.

    Wilson Filho

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