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    27 de mai. de 2020

    Um ano após morte de Gabriel Diniz, relatórios sobre causa do acidente ainda não foram concluídos

    Após um ano e sucessivos pedidos de adiamento de prazo à Justiça, a Polícia Federal ainda não concluiu a investigação sobre o acidente aéreo que vitimou o cantor Gabriel Diniz e os pilotos Linaldo Xavier e Abraão Farias, no município de Estância (SE), quando eles estavam a caminho de Maceió (AL) na aeronave Piper Cherokee PT-KLO, fabricada em 1974, com capacidade para quatro pessoas, e pertencente ao Aeroclube de Alagoas. 

    De acordo com o delegado da PF em Sergipe, Márcio Alberto Gomes Silva, responsável pelo caso, ainda são aguardados laudos periciais elaborados pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e pelo Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, que já foram requisitados.  

    “O Cenipa nos informou que o laudo está em fase final de elaboração e o INC também informou que ainda aguarda a conclusão pelos peritos do trabalho pericial acerca das circunstâncias que gravitaram em torno da queda do avião. Assim que os laudos forem concluídos, a gente vai oportunamente avaliar a eventual responsabilidade criminal dos proprietários da aeronave”, disse o delegado. 

    “Todas as diligências de campo foram realizadas oportunamente, todas as requisições de perícia também já foram materializadas num momento então que a gente foi noticiado acerca da queda. As oitivas já foram materializadas tanto no estado de Sergipe quanto no estado de Alagoas. E a gente só aguarda para a conclusão efetiva do feito, a conclusão dos laudos periciais”, completou. 

    Aeroclube autuado

    Neste mês de maio, a investigação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) concluiu que o táxi aéreo era ilegal e autuou o Aeroclube de Alagoas, proprietário da aeronave. Os pilotos que morreram no acidente eram diretores do local. A Anac informou que a aeronave estava registrada na categoria “instrução” e não poderia prestar serviço fora da sua finalidade, incluindo o transporte remunerado de pessoas. 

    O aeroclube, por sua vez, informou que já apresentou defesa e afirmou que a apuração da Anac não diz respeito ao acidente aéreo, mas se o Aeroclube de Alagoas estaria ou não realizando táxi aéreo clandestino e que “não existe nenhum elemento ou indicação de que o acidente teria sido ‘culpa’ do aeroclube”. 

    Topbuz

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