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    03 junho 2020

    Bolsonaro chama de marginais e terroristas integrantes dos chamados grupos antifascistas

    O presidente Jair Bolsonaro classificou todos os integrantes de movimentos antifascistas, que estão promovendo atos contra o seu governo, como “marginais” e “terroristas”.

    A declaração foi dada à imprensa na noite dessa terça-feira (2) na entrada do Palácio da Alvorada ao comentar sobre os protestos contra o racismo realizados nos Estados Unidos, após a morte de George Floyd, homem afro-americano asfixiado por um policial branco. Segundo Bolsonaro, aqui no Brasil também há “antifas em campo”, fazendo referência ao termo usado para os grupos. “Começou aqui com os antifas em campo. O motivo, no meu entender, político, diferente [dos protestos dos EUA]. São marginais, no meu entender, terroristas. Têm ameaçado, domingo, fazer movimentos pelo Brasil, em especial, aqui no DF”, apontou.

    No último domingo (31), um protesto contra o fascismo e a favor da democracia, organizado pelas torcidas organizadas de futebol, entre elas Corinthians e Palmeiras, terminou em confrontos com a polícia e apoiadores do presidente. Bolsonaro, por sua vez, ressaltou que não tem influência sobre esse grupo pró-governo e que não convocou nenhuma manifestação, mas agradeceu “de coração” todos os seus simpatizantes.

    “Eu já disse que não domino, não tenho influência, não tenho nenhum grupo e nunca convoquei ninguém para ir às ruas. Agradeço, de coração, essas pessoas que estão na rua apoiando o nosso governo”, afirmou.

    Na segunda-feira(1º), Bolsonaro já havia pedido para seus apoiadores não irem às ruas no próximo domingo (7), tendo em vista que um novo ato contra o fascismo e contra o governo foi convocado para a data. “Até me desculpe aqui, uma parte da imprensa muito grande anunciava o nosso pessoal como movimentos antidemocráticos e do outro lado, o pessoal de preto, como movimentos democráticos”, acrescentou. Bolsonaro ainda explicou que existe a necessidade de se ter uma “retaguarda jurídica” para a polícia atuar nos protestos.

    “Agora, nós precisamos de uma retaguarda jurídica para que nosso policial possa bem trabalhar em se apresentando um crescente este tipo de movimento que não tem nada a ver com democracia”.

    “Não podemos deixar que o Brasil se transforme no que foi há pouco tempo o Chile. Não podemos admitir isso daí. Isso não é democracia nem liberdade de expressão. Isso, no meu entender, é terrorismo. E a gente espera que esse movimento não cresça porque o que a gente menos quer é entrar em confronto com quem quer que seja”, enfatizou.

    Folha de S.Paulo

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