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    02 junho 2020

    Coronavírus: o mistério de ‘disseminadores silenciosos’ que espalham a covid-19

    Cientistas estão tentando desvendar um dos grandes mistérios sobre uma característica peculiar do novo coronavírus que o torna ainda mais perigoso: o comportamento do vírus em pessoas que foram contaminadas, mas que não apresentam nenhum sintoma da doença.

    Pesquisadores dizem que é fundamental descobrir quantas pessoas estão nesta categoria e se elas estão disseminando silenciosamente a doença, agravando ainda mais a pandemia.

    Um dos eventos estudados pelos cientistas é uma missa que aconteceu em uma igreja em Cingapura, no dia 19 de janeiro. As pessoas que compareceram à congregação naquele domingo não imaginavam que aquela missa teria um impacto global na disseminação do coronavírus.

    Entre os presentes estava um casal chinês, ambos com 56 anos de idade, que havia chegado da China naquele mesmo dia. Nenhum deles apresentava sintomas como tosse constante, que era até então considerado como o mais provável mecanismo de contágio.

    No dia 22 de janeiro, a mulher contaminada começou a manifestar sintomas da doença, e dois dias depois foi a vez do seu marido. Nas três semanas seguintes, três pessoas na comunidade também adoeceram aparentemente sem nenhum contato com outras pessoas doentes, o que deixou os médicos confusos.

    "Ficamos extremamente perplexos", disse Vernon Lee, diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde de Cingapura. "Pessoas que não se conheciam pareciam ter transmitido a doença entre si (sem apresentar sintomas da doença)."

    Trabalho de detetive
    Um grupo formado por Lee, outros cientistas, policiais e especialistas iniciou uma investigação, com complexos diagramas e mapas que mostravam onde cada pessoa havia transitado naqueles dias.

    Esse foi um dos primeiros usos do rastreamento de contatos para conter o coronavírus, método que muitos governos passaram a adotar desde então.

    O grupo entrevistou 191 pessoas e descobriu que 142 delas haviam estado na missa do dia 19 de janeiro. Duas das três pessoas doentes também tinham passado pela missa.

    A terceira pessoa infectada não havia participado da missa, mas tinha visitado a igreja no mesmo dia, algumas horas depois. Imagens de câmeras de segurança revelaram que essa pessoa havia se sentado nos mesmos assentos usados pelo casal chinês.

    R7

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