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    20 abril 2021

    Crescimento de mortes de grávidas e puérperas por Covid-19 preocupa poder público

    Ao longo de 43 semanas epidemiológicas de 2020, 453 gestantes e puérperas – mães de recém-nascidos – morreram por Covid-19 no Brasil. Este ano, só nos primeiros meses, o número de óbitos entre essas mulheres foi de 362. O crescimento de mortes pelo vírus entre o público, em apenas 14 semanas epidemiológicas, preocupa o poder público, que recomenda a vacinação do grupo prioritário e as demais medidas de segurança.


    O aumento de óbitos ficou acima do registrado na população em geral, segundo dados analisados pelo Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 (OOBr Covid-19). Enquanto a taxa de morte semanal da população geral foi de 61,6%, do ano passado pra cá, o grupo de gestantes e puérperas teve 145,4% mortes a mais. O secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde (Saps/MS), Raphael Parente, alertou que a nova cepa do vírus é mais agressiva em grávidas.


    Na última sexta-feira, 16 de abril, a imprensa nacional divulgou recomendação do Ministério para que, se for possível, as mulheres adiem a gravidez, até uma melhora da pandemia, para buscar uma gravidez tranquila. Nas matérias publicadas, Parente menciona o mesmo pedido feito pelo governo durante o aumento de casos de microcefalia causado pelo Zika vírus.


    Medidas


    Além de liberar recursos para o atendimento do público, o governo federal também recomenda a vacinação de gestantes, puérperas e lactantes contra a Covid-19, desde que pertençam a um dos grupos prioritários, especialmente se tiverem alguma comorbidade. O Ministério da Saúde fez a recomendação com base em estudos nacionais e internacionais que avaliaram os riscos e os benefícios de imunizar mulheres nessas condições.


    As recomendações estão disponíveis no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO) e também na Nota Técnica 1/2021 elaborada pela Saps. No caso de gestantes sem doenças pré-existentes, a recomendação é que seja realizada uma avaliação cautelosa pelo médico, principalmente se a mulher exercer alguma atividade que a deixe mais exposta à doença.



    Serviços


    O ministério reforça que o público só deve procurar os serviços de saúde quando chegar a fase de vacinação do grupo prioritário no qual elas estão inseridas; e as lactantes que forem vacinadas não precisam interromper o aleitamento materno por conta do imunizante, pois não há evidências de riscos para a saúde do bebê, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A doação de leite materno também é permitida.


    Além disso, tramita no Senado Federal uma matéria que acrescenta artigo à Lei 6.259/1975, do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Apresentado pela senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), o Projeto de Lei (PL) 930/2021 estabelece que gestantes e puérperas sejam vacinadas após o grupo de pessoas com mais de 65 anos. O PL menciona publicação do American Journal of Obstetrics and Gynecology, que indica o risco de morte, entre grávidas e lactantes, é 13% maior e entre nascimentos prematuros é 45,4% mais frequente entre as pacientes graves.



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